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Fluxo de migrantes em Ceuta aumenta tensão entre Itália e Espanha

Migrantes em Ceuta aumentam tensão entre Itália e Espanha

A tensão entre Itália e Espanha aumentou nesta sexta-feira (7), após Roma afirmar que não pretende suspender os controles de fronteira impostos a viajantes provenientes da Espanha. O governo espanhol, por sua vez, ameaçou adotar medidas recíprocas caso as restrições não sejam retiradas até domingo.

A crise ocorre após a chegada de milhares de migrantes marroquinos ao enclave espanhol de Ceuta, território localizado no norte da África. O fluxo migratório levou a Itália a reforçar os controles de fronteira na semana passada.

Itália diz que não aceitará pressão

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o governo italiano afirmou que não cederá a “ultimatos ou imposições” da Espanha e informou que manterá os controles de fronteira, pelo menos, até 15 de agosto.

Roma declarou que só pretende reconsiderar a medida quando tiver garantias de que não existem riscos relacionados à segurança ou ao terrorismo, além de assegurar que não haverá uma nova onda migratória nem entrada de imigrantes irregulares em território europeu.

A decisão italiana amplia a tensão entre os dois países em um momento de forte debate dentro da União Europeia sobre o controle das fronteiras e a política migratória.

Espanha ameaça medidas recíprocas

O governo espanhol classificou as restrições adotadas pela Itália como injustas, contrárias aos interesses da União Europeia e discriminatórias contra a população espanhola.

Madri afirmou que nenhum dos migrantes que chegaram irregularmente a Ceuta na semana passada entrou livremente no espaço Schengen, seguindo as regras de imigração aplicadas ao enclave.

Mesmo assim, a Espanha ameaçou impor contramedidas aos viajantes provenientes da Itália caso Roma não suspenda os controles até o próximo domingo.

Crise começou após fluxo migratório em Ceuta

A disputa diplomática está diretamente relacionada ao aumento da chegada de migrantes do Marrocos a Ceuta, enclave espanhol situado no norte da África.

O episódio provocou preocupação entre governos europeus sobre a possibilidade de novos fluxos migratórios e seus impactos sobre a segurança e o controle das fronteiras.

A Itália justificou sua decisão justamente pela necessidade de evitar riscos de segurança, terrorismo e uma eventual ampliação da imigração irregular.

União Europeia sob pressão

O impasse entre Itália e Espanha ocorre em meio a discussões mais amplas dentro da União Europeia sobre migração, controle das fronteiras e circulação de pessoas no espaço Schengen.

Caso os dois países adotem medidas recíprocas, a disputa poderá aumentar a pressão sobre as instituições europeias para encontrar uma solução diplomática para o conflito.

Por enquanto, a Itália mantém as restrições e a Espanha avalia medidas de retaliação, deixando em aberto os próximos passos da crise.

Fonte: Agência Brasil, com informações da Reuters.

Leia a matéria original na Agência Brasil

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